Acabe-se, de uma vez por todas, com a hipocrisia e tenha-se a coragem de alterar o nome da Região Autónoma dos Açores para o seu legítimo nome, a saber, Região Autónoma dos Queimados.
E digo isto honestamente, sem qualquer ironia ou piadinha fácil aos candidatos às eleições regionais que se avizinham. Sim, Carlos César ou Costa Neves deveriam candidatar-se à presidência dos Queimados e não à dos Açores.
Já estamos fartos de saber que os açores nunca existiram por cá. Nem tão pouco os milhafres. Gostaria de saber quem inventou esta dupla mentira.
Não acredito que os nossos experimentados descobridores fossem parvos, ao ponto de confundirem com açores as nossas águias, o Buteo buteo rotschildi que, na Terceira, e julgo que também em S. Miguel, é chamado de queimado.
Até porque os nossos descobridores, provavelmente, só viram aves marinhas e pombos por cá, pois as águias seriam muito raras, uma vez que a sua dieta é, essencialmente, de coelhos e ratos e estes ainda não tinham sido introduzidos nos Açores. Se só poderiam comer uns pombos torcazes, então seriam mesmo invulgares.
Acabe-se também com a segunda mentira: o Buteo buteo rotschildi não é um milhafre. O buteo é uma águia de asa redonda. Que por cá se chame queimado, faz todo o sentido, é um regionalismo. Agora, chamar milhafre a esta ave é o mesmo que chamar canário a um pardal.
Se o nosso primeiro povoador, Gonçalo Velho, venerava a Nossa Senhora do Açor, isso era lá com ele. Mas não terá sido motivo para nos baptizarem a todos de açorianos e não de queimadenses ou queimados (não sei propriamente em que grau, nem se seria caso de internamento na respectiva ala hospitalar).
Mas uma coisa sei, o nome de Açores deve ter vindo do aportuguesamento da designação genovesa ou florentina das míticas ilhas azuis. Ou seja, vem do vocábulo azzurre, ou azzorre, isto é, azuis, e terá dado o nome Açores.
Mantenha-se, então, o azul do azzorre, na nossa bandeira mas tire-se já o raio do açor. Insira-se Nossa Senhora ou, então, a estampar uma ave, ponha-se a legítima, o Buteo buteo rotschildi, que é o queimado.
É que os símbolos de uma região querem-se verdadeiros. E a bandeira e os símbolos dos autonomistas do açor, ou a dos independentistas do milhafre, padecem ambas do mesmo mal.
Um mal que deve ser reparado, sem demoras, com exemplos que se querem vindos de todas as ilhas.
Reconheça-se aqui a eterna sabedoria dos picoenses, que ao tomarem conhecimento das suas lideranças, já adoptaram a denominação correcta de queimados.
E digo isto honestamente, sem qualquer ironia ou piadinha fácil aos candidatos às eleições regionais que se avizinham. Sim, Carlos César ou Costa Neves deveriam candidatar-se à presidência dos Queimados e não à dos Açores.
Já estamos fartos de saber que os açores nunca existiram por cá. Nem tão pouco os milhafres. Gostaria de saber quem inventou esta dupla mentira.
Não acredito que os nossos experimentados descobridores fossem parvos, ao ponto de confundirem com açores as nossas águias, o Buteo buteo rotschildi que, na Terceira, e julgo que também em S. Miguel, é chamado de queimado.
Até porque os nossos descobridores, provavelmente, só viram aves marinhas e pombos por cá, pois as águias seriam muito raras, uma vez que a sua dieta é, essencialmente, de coelhos e ratos e estes ainda não tinham sido introduzidos nos Açores. Se só poderiam comer uns pombos torcazes, então seriam mesmo invulgares.
Acabe-se também com a segunda mentira: o Buteo buteo rotschildi não é um milhafre. O buteo é uma águia de asa redonda. Que por cá se chame queimado, faz todo o sentido, é um regionalismo. Agora, chamar milhafre a esta ave é o mesmo que chamar canário a um pardal.
Se o nosso primeiro povoador, Gonçalo Velho, venerava a Nossa Senhora do Açor, isso era lá com ele. Mas não terá sido motivo para nos baptizarem a todos de açorianos e não de queimadenses ou queimados (não sei propriamente em que grau, nem se seria caso de internamento na respectiva ala hospitalar).
Mas uma coisa sei, o nome de Açores deve ter vindo do aportuguesamento da designação genovesa ou florentina das míticas ilhas azuis. Ou seja, vem do vocábulo azzurre, ou azzorre, isto é, azuis, e terá dado o nome Açores.
Mantenha-se, então, o azul do azzorre, na nossa bandeira mas tire-se já o raio do açor. Insira-se Nossa Senhora ou, então, a estampar uma ave, ponha-se a legítima, o Buteo buteo rotschildi, que é o queimado.
É que os símbolos de uma região querem-se verdadeiros. E a bandeira e os símbolos dos autonomistas do açor, ou a dos independentistas do milhafre, padecem ambas do mesmo mal.
Um mal que deve ser reparado, sem demoras, com exemplos que se querem vindos de todas as ilhas.
Reconheça-se aqui a eterna sabedoria dos picoenses, que ao tomarem conhecimento das suas lideranças, já adoptaram a denominação correcta de queimados.
P.S. - Seguem-se imagens e links para complemento da informação.
Açor - Accipiter gentilis
Milhafre real - Milvus milvus
Milhafre preto - Milvus migrans
Buteo buteo - Tem as designações de: Queimado (Terceira), Manta (Madeira), Águia-de-asa-redonda (Continente) e, ainda, é, erradamente, chamado de milhafre em muitas ilhas dos AçoresMais informações em :






